Tratamento
Medicação, curativos e fluidoterapia subcutânea em casa em Lagoa Santa e região
Injeções prescritas, curativos, retirada de pontos e soro subcutâneo feitos em casa, com orientação para o tutor.

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O que está incluído
- Aplicação de medicações prescritas por via subcutânea ou intramuscular
- Curativos de feridas e de cirurgias, com orientação sobre o intervalo das trocas
- Retirada de pontos no prazo indicado pela equipe cirúrgica
- Fluidoterapia subcutânea, com treinamento da família quando indicado
- Limpeza de ouvido e aplicação de medicação otológica
- Registro em prontuário e descarte correto de agulhas e materiais
Valores
O valor e a taxa de deslocamento do seu bairro são informados antes de você confirmar.
Deslocamento cobrado uma vez por visita, conforme a faixa do bairro.
Ver tabela de preçosComo funciona
- 01
Você me manda a receita
Pelo WhatsApp: a receita ou o relatório de alta, fotos da ferida e os horários das doses.
- 02
Planejamos as visitas
Monto o calendário das aplicações e dos curativos, e você recebe o valor antes de confirmar.
- 03
Cuidados em casa
Examino o pet, aplico a medicação ou troco o curativo e registro tudo no prontuário.
- 04
Autonomia e reavaliação
Quando é seguro, ensino a família a assumir parte dos cuidados e marco as revisões.
O que eu faço em casa neste serviço?
Quando o tratamento pede cuidados repetidos, levo esses cuidados até o pet:
- medicações injetáveis prescritas, por via subcutânea (embaixo da pele) ou intramuscular (no músculo), como antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos;
- curativos de feridas, cortes pequenos e lesões de pele;
- curativos pós-operatórios de cirurgias feitas em clínica ou hospital;
- retirada de pontos, no prazo indicado pela equipe que operou;
- fluidoterapia subcutânea, o soro aplicado embaixo da pele;
- limpeza de ouvido e aplicação do medicamento indicado;
- ajuda com remédios pela boca, para pets difíceis de medicar.
A aplicação segue a receita, minha ou do veterinário que acompanha o pet. Antes da primeira dose, examino o animal e confiro o nome do remédio, a dose, a via e o intervalo. Tudo fica registrado em prontuário, e agulhas, seringas e frascos usados saem comigo para o descarte correto.
Por que fazer a medicação em casa?
Um tratamento com várias doses significa várias viagens: caixa de transporte, carro e sala de espera a cada aplicação. Em casa, o pet fica no ambiente dele, o que faz diferença sobretudo para gatos, idosos e animais com dor ou dificuldade para andar. Também vejo onde ele descansa, como está comendo e como a ferida se comporta no dia a dia.
Como é o curativo em casa?
Avalio a ferida, faço a limpeza, aplico o produto indicado e protejo a área. Depois, mostro o que observar até a próxima troca:
- vermelhidão ou inchaço que aumentam;
- secreção com pus ou mau cheiro;
- pontos soltos ou bordas se abrindo;
- lambedura ou mordidas no local.
Para o pet não mexer no curativo, uso o colar elizabetano, o famoso cone, ou uma roupa cirúrgica, conforme o caso. A frequência das trocas depende da ferida: as limpas e secas aguentam mais tempo, e as que soltam secreção pedem trocas mais próximas no começo.
As regras também permitem, em casa, a drenagem de abscessos, comuns em gatos depois de brigas, e suturas superficiais. Faço esses procedimentos quando o pet os tolera sem sedação. Feridas grandes, profundas ou que precisam de anestesia para limpar e fechar vão para a clínica.
Quando os pontos são retirados?
Na maioria das cirurgias de pele, entre 10 e 14 dias depois do procedimento, mas vale o prazo que a equipe cirúrgica passou. Antes de retirar, confiro se a pele está bem fechada, sem secreção nem inchaço. Pontos internos ou absorvíveis não precisam sair. O acompanhamento completo da recuperação está no serviço de encaminhamento e acompanhamento cirúrgico.
O que é a fluidoterapia subcutânea?
É o soro aplicado embaixo da pele, em geral na região entre as escápulas, o cangote. O líquido forma uma bolsa que o corpo absorve ao longo de algumas horas. Ela ajuda a manter a hidratação de pets que perdem água com facilidade, como gatos com doença renal crônica, cujos rins já não conseguem concentrar bem a urina.
A indicação, o volume e a frequência dependem do exame clínico e dos exames de sangue e mudam com o tempo. As diretrizes da IRIS tratam a hidratação como parte do cuidado com a doença renal, sempre ajustada caso a caso.
Posso aprender a aplicar o soro em casa?
Em muitos casos, sim. Quando o pet aceita bem e a família se sente à vontade, ensino passo a passo:
- como preparar o equipo e pendurar a bolsa de soro;
- como posicionar o pet e fazer a prega de pele;
- como controlar o volume e observar o pet durante a aplicação;
- como descartar o material, usando agulha nova a cada vez.
Acompanho as primeiras aplicações e deixo tudo por escrito. As revisões continuam, porque o volume precisa ser reavaliado. Nunca aumente a quantidade por conta própria: excesso de líquido pode sobrecarregar o coração e os pulmões. Respiração acelerada ou esforço para respirar depois do soro pedem contato imediato.
E a limpeza de ouvido?
Em cães e gatos com otite em tratamento, limpo o canal com a solução receitada e aplico o medicamento. Também mostro como repetir em casa sem machucar: nada de cotonete dentro do canal e sempre o produto indicado. Ouvido tão dolorido que só pode ser limpo com anestesia vai para a clínica.
O que não é feito em casa?
As regras do CFMV (Resolução 1.690/2026) e do CRMV-MG (Resolução 365/2019) limitam o que pode acontecer em domicílio. Não faço em casa:
- soro na veia por gotejamento: em casa, a via intravenosa só é permitida em bolus, uma aplicação única e rápida, comigo presente;
- cateteres profundos, como os centrais e os colocados no tórax ou no abdome;
- transfusão de sangue;
- quimioterapia injetável;
- punção de cavidades, como a retirada de líquido do tórax;
- procedimentos que exigem sedação ou anestesia.
A lista completa, com as razões de cada limite, está no guia do que pode ser feito em casa.
Quando o caso precisa de internação?
Soro na veia por horas, monitoramento contínuo e medicações de hora em hora são trabalho de clínica ou hospital. Vômitos que não param, desidratação importante, pet que não se levanta, sangramento ativo ou ferida grande e exposta pedem estrutura hospitalar. Nesses casos, faço o encaminhamento e, depois da alta, continuo em casa o que for possível: curativos, injeções restantes e retirada de pontos. Em urgência, o caminho é um hospital 24 horas, e a página de emergência explica os sinais de alerta.
Quanto custa?
O curativo simples tem valor fixo, informado antes da visita. Os demais procedimentos, como séries de injeções e fluidoterapia, têm o valor informado após a avaliação, porque dependem do número de visitas e dos materiais.
Quando o caso não é para casa
- Pet que precisa de soro na veia por horas, transfusão ou cateter profundo: o tratamento é feito em clínica ou hospital (Res. CFMV nº 1.690/2026; Res. CRMV-MG nº 365/2019).
- Feridas extensas ou profundas, ou que precisam de limpeza e fechamento com sedação ou anestesia.
- Vômitos que não param, desidratação importante, prostração ou sangramento ativo: pedem internação e monitoramento contínuo.
- Quimioterapia injetável: aplicada apenas em estabelecimento veterinário.
Importante
Em domicílio, a fluidoterapia é subcutânea; soro intravenoso só em bolus, com o profissional presente (Res. CRMV-MG nº 365/2019).
Transfusão, cateter profundo, quimioterapia injetável e punção de cavidades não são feitos em casa (Res. CFMV nº 1.690/2026).
Procedimentos que exigem sedação ou anestesia são encaminhados para clínica ou hospital.
As medicações são aplicadas conforme prescrição veterinária e registradas em prontuário.
Perguntas frequentes
Você aplica injeção que outro veterinário receitou?
Aplico, com a receita em mãos. Antes da primeira dose, examino o pet e confiro o remédio, a dose, a via e o intervalo. Se algo não estiver claro, ou se o quadro tiver mudado desde a consulta, converso com você e, quando possível, com o colega que prescreveu antes de aplicar.
Quanto tempo depois da cirurgia se tiram os pontos?
Na maioria das cirurgias de pele, entre 10 e 14 dias, mas o prazo certo é o que a equipe cirúrgica indicou. Antes de retirar, confiro se a ferida está fechada, seca e sem inchaço. Pontos internos ou absorvíveis não precisam ser retirados, e alguns pets ainda usam o cone por mais alguns dias.
Posso aprender a dar soro subcutâneo no meu gato?
Em muitos casos, sim. Quando o gato aceita bem e você se sente à vontade, ensino o passo a passo, acompanho as primeiras aplicações e deixo tudo por escrito. As revisões continuam, porque o volume precisa ser reavaliado com o tempo. Nunca aumente a quantidade por conta própria.
Soro na veia pode ser feito em casa?
Só em bolus, uma aplicação única e rápida, com o veterinário presente, como determina a Resolução CRMV-MG 365/2019. O soro por gotejamento, que corre por horas, precisa de monitoramento contínuo e fica para a clínica ou o hospital. Em casa, a hidratação é feita pela via subcutânea.
De quanto em quanto tempo o curativo precisa ser trocado?
Depende da ferida. As limpas e secas podem ficar mais tempo com o mesmo curativo, enquanto as que soltam secreção pedem trocas mais frequentes no começo, às vezes diárias. Na primeira visita, defino o intervalo e mostro o que observar entre uma troca e outra. Curativo molhado ou sujo deve ser trocado antes.
Meu gato não aceita remédio pela boca. O que dá para fazer?
Há algumas saídas. Certos remédios existem em versão injetável ou manipulada, em pasta ou petisco, e há técnicas que facilitam dar o comprimido com menos briga. A troca depende do medicamento e do caso, e é combinada com quem prescreveu. Na visita, avalio as opções e mostro na prática como fazer.
O curativo simples tem preço fixo?
Tem. O curativo simples tem valor fixo, informado antes da visita, somado ao deslocamento. Séries de injeções, fluidoterapia e curativos mais complexos têm o valor informado após a avaliação, porque dependem do número de visitas e dos materiais. Você sempre recebe o valor antes de confirmar.
Serviços relacionados
Fontes e referências (6)
- Resolução CRMV-MG nº 365/2019 (atendimento domiciliar) — CRMV-MG
- Resolução CFMV nº 1.690, de 21 de janeiro de 2026 (atendimento médico-veterinário domiciliar) — Conselho Federal de Medicina Veterinária (texto no LegisWeb) (2026-01-21)
- Médico-veterinário em casa: até onde vai o atendimento domiciliar? — Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) (2026-08-14)
- IRIS Guidelines — Treatment Recommendations for CKD in dogs and cats (2026) — International Renal Interest Society
- Guia prático para enfrentamento da esporotricose felina em Minas Gerais — CRMV-MG (Revista V&Z Em Minas nº 137)
- PBH oferece tratamento gratuito para esporotricose em gatos — Prefeitura de Belo Horizonte (2025-09-22)
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