Tratamento

Medicação, curativos e fluidoterapia subcutânea em casa em Lagoa Santa e região

Injeções prescritas, curativos, retirada de pontos e soro subcutâneo feitos em casa, com orientação para o tutor.

Mãos com luvas fazendo curativo na pata de um gato

Respondo em até 30 minutos no horário de atendimento. Prefere falar direto?

O que está incluído

  • Aplicação de medicações prescritas por via subcutânea ou intramuscular
  • Curativos de feridas e de cirurgias, com orientação sobre o intervalo das trocas
  • Retirada de pontos no prazo indicado pela equipe cirúrgica
  • Fluidoterapia subcutânea, com treinamento da família quando indicado
  • Limpeza de ouvido e aplicação de medicação otológica
  • Registro em prontuário e descarte correto de agulhas e materiais

Valores

O valor e a taxa de deslocamento do seu bairro são informados antes de você confirmar.

Deslocamento cobrado uma vez por visita, conforme a faixa do bairro.

Ver tabela de preços

Como funciona

  1. 01

    Você me manda a receita

    Pelo WhatsApp: a receita ou o relatório de alta, fotos da ferida e os horários das doses.

  2. 02

    Planejamos as visitas

    Monto o calendário das aplicações e dos curativos, e você recebe o valor antes de confirmar.

  3. 03

    Cuidados em casa

    Examino o pet, aplico a medicação ou troco o curativo e registro tudo no prontuário.

  4. 04

    Autonomia e reavaliação

    Quando é seguro, ensino a família a assumir parte dos cuidados e marco as revisões.

O que eu faço em casa neste serviço?

Quando o tratamento pede cuidados repetidos, levo esses cuidados até o pet:

  • medicações injetáveis prescritas, por via subcutânea (embaixo da pele) ou intramuscular (no músculo), como antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos;
  • curativos de feridas, cortes pequenos e lesões de pele;
  • curativos pós-operatórios de cirurgias feitas em clínica ou hospital;
  • retirada de pontos, no prazo indicado pela equipe que operou;
  • fluidoterapia subcutânea, o soro aplicado embaixo da pele;
  • limpeza de ouvido e aplicação do medicamento indicado;
  • ajuda com remédios pela boca, para pets difíceis de medicar.

A aplicação segue a receita, minha ou do veterinário que acompanha o pet. Antes da primeira dose, examino o animal e confiro o nome do remédio, a dose, a via e o intervalo. Tudo fica registrado em prontuário, e agulhas, seringas e frascos usados saem comigo para o descarte correto.

Por que fazer a medicação em casa?

Um tratamento com várias doses significa várias viagens: caixa de transporte, carro e sala de espera a cada aplicação. Em casa, o pet fica no ambiente dele, o que faz diferença sobretudo para gatos, idosos e animais com dor ou dificuldade para andar. Também vejo onde ele descansa, como está comendo e como a ferida se comporta no dia a dia.

Como é o curativo em casa?

Avalio a ferida, faço a limpeza, aplico o produto indicado e protejo a área. Depois, mostro o que observar até a próxima troca:

  • vermelhidão ou inchaço que aumentam;
  • secreção com pus ou mau cheiro;
  • pontos soltos ou bordas se abrindo;
  • lambedura ou mordidas no local.

Para o pet não mexer no curativo, uso o colar elizabetano, o famoso cone, ou uma roupa cirúrgica, conforme o caso. A frequência das trocas depende da ferida: as limpas e secas aguentam mais tempo, e as que soltam secreção pedem trocas mais próximas no começo.

As regras também permitem, em casa, a drenagem de abscessos, comuns em gatos depois de brigas, e suturas superficiais. Faço esses procedimentos quando o pet os tolera sem sedação. Feridas grandes, profundas ou que precisam de anestesia para limpar e fechar vão para a clínica.

Quando os pontos são retirados?

Na maioria das cirurgias de pele, entre 10 e 14 dias depois do procedimento, mas vale o prazo que a equipe cirúrgica passou. Antes de retirar, confiro se a pele está bem fechada, sem secreção nem inchaço. Pontos internos ou absorvíveis não precisam sair. O acompanhamento completo da recuperação está no serviço de encaminhamento e acompanhamento cirúrgico.

O que é a fluidoterapia subcutânea?

É o soro aplicado embaixo da pele, em geral na região entre as escápulas, o cangote. O líquido forma uma bolsa que o corpo absorve ao longo de algumas horas. Ela ajuda a manter a hidratação de pets que perdem água com facilidade, como gatos com doença renal crônica, cujos rins já não conseguem concentrar bem a urina.

A indicação, o volume e a frequência dependem do exame clínico e dos exames de sangue e mudam com o tempo. As diretrizes da IRIS tratam a hidratação como parte do cuidado com a doença renal, sempre ajustada caso a caso.

Posso aprender a aplicar o soro em casa?

Em muitos casos, sim. Quando o pet aceita bem e a família se sente à vontade, ensino passo a passo:

  1. como preparar o equipo e pendurar a bolsa de soro;
  2. como posicionar o pet e fazer a prega de pele;
  3. como controlar o volume e observar o pet durante a aplicação;
  4. como descartar o material, usando agulha nova a cada vez.

Acompanho as primeiras aplicações e deixo tudo por escrito. As revisões continuam, porque o volume precisa ser reavaliado. Nunca aumente a quantidade por conta própria: excesso de líquido pode sobrecarregar o coração e os pulmões. Respiração acelerada ou esforço para respirar depois do soro pedem contato imediato.

E a limpeza de ouvido?

Em cães e gatos com otite em tratamento, limpo o canal com a solução receitada e aplico o medicamento. Também mostro como repetir em casa sem machucar: nada de cotonete dentro do canal e sempre o produto indicado. Ouvido tão dolorido que só pode ser limpo com anestesia vai para a clínica.

O que não é feito em casa?

As regras do CFMV (Resolução 1.690/2026) e do CRMV-MG (Resolução 365/2019) limitam o que pode acontecer em domicílio. Não faço em casa:

  • soro na veia por gotejamento: em casa, a via intravenosa só é permitida em bolus, uma aplicação única e rápida, comigo presente;
  • cateteres profundos, como os centrais e os colocados no tórax ou no abdome;
  • transfusão de sangue;
  • quimioterapia injetável;
  • punção de cavidades, como a retirada de líquido do tórax;
  • procedimentos que exigem sedação ou anestesia.

A lista completa, com as razões de cada limite, está no guia do que pode ser feito em casa.

Quando o caso precisa de internação?

Soro na veia por horas, monitoramento contínuo e medicações de hora em hora são trabalho de clínica ou hospital. Vômitos que não param, desidratação importante, pet que não se levanta, sangramento ativo ou ferida grande e exposta pedem estrutura hospitalar. Nesses casos, faço o encaminhamento e, depois da alta, continuo em casa o que for possível: curativos, injeções restantes e retirada de pontos. Em urgência, o caminho é um hospital 24 horas, e a página de emergência explica os sinais de alerta.

Quanto custa?

O curativo simples tem valor fixo, informado antes da visita. Os demais procedimentos, como séries de injeções e fluidoterapia, têm o valor informado após a avaliação, porque dependem do número de visitas e dos materiais.

Quando o caso não é para casa

  • Pet que precisa de soro na veia por horas, transfusão ou cateter profundo: o tratamento é feito em clínica ou hospital (Res. CFMV nº 1.690/2026; Res. CRMV-MG nº 365/2019).
  • Feridas extensas ou profundas, ou que precisam de limpeza e fechamento com sedação ou anestesia.
  • Vômitos que não param, desidratação importante, prostração ou sangramento ativo: pedem internação e monitoramento contínuo.
  • Quimioterapia injetável: aplicada apenas em estabelecimento veterinário.

Importante

Em domicílio, a fluidoterapia é subcutânea; soro intravenoso só em bolus, com o profissional presente (Res. CRMV-MG nº 365/2019).

Transfusão, cateter profundo, quimioterapia injetável e punção de cavidades não são feitos em casa (Res. CFMV nº 1.690/2026).

Procedimentos que exigem sedação ou anestesia são encaminhados para clínica ou hospital.

As medicações são aplicadas conforme prescrição veterinária e registradas em prontuário.

Perguntas frequentes

Você aplica injeção que outro veterinário receitou?

Aplico, com a receita em mãos. Antes da primeira dose, examino o pet e confiro o remédio, a dose, a via e o intervalo. Se algo não estiver claro, ou se o quadro tiver mudado desde a consulta, converso com você e, quando possível, com o colega que prescreveu antes de aplicar.

Quanto tempo depois da cirurgia se tiram os pontos?

Na maioria das cirurgias de pele, entre 10 e 14 dias, mas o prazo certo é o que a equipe cirúrgica indicou. Antes de retirar, confiro se a ferida está fechada, seca e sem inchaço. Pontos internos ou absorvíveis não precisam ser retirados, e alguns pets ainda usam o cone por mais alguns dias.

Posso aprender a dar soro subcutâneo no meu gato?

Em muitos casos, sim. Quando o gato aceita bem e você se sente à vontade, ensino o passo a passo, acompanho as primeiras aplicações e deixo tudo por escrito. As revisões continuam, porque o volume precisa ser reavaliado com o tempo. Nunca aumente a quantidade por conta própria.

Soro na veia pode ser feito em casa?

Só em bolus, uma aplicação única e rápida, com o veterinário presente, como determina a Resolução CRMV-MG 365/2019. O soro por gotejamento, que corre por horas, precisa de monitoramento contínuo e fica para a clínica ou o hospital. Em casa, a hidratação é feita pela via subcutânea.

De quanto em quanto tempo o curativo precisa ser trocado?

Depende da ferida. As limpas e secas podem ficar mais tempo com o mesmo curativo, enquanto as que soltam secreção pedem trocas mais frequentes no começo, às vezes diárias. Na primeira visita, defino o intervalo e mostro o que observar entre uma troca e outra. Curativo molhado ou sujo deve ser trocado antes.

Meu gato não aceita remédio pela boca. O que dá para fazer?

Há algumas saídas. Certos remédios existem em versão injetável ou manipulada, em pasta ou petisco, e há técnicas que facilitam dar o comprimido com menos briga. A troca depende do medicamento e do caso, e é combinada com quem prescreveu. Na visita, avalio as opções e mostro na prática como fazer.

O curativo simples tem preço fixo?

Tem. O curativo simples tem valor fixo, informado antes da visita, somado ao deslocamento. Séries de injeções, fluidoterapia e curativos mais complexos têm o valor informado após a avaliação, porque dependem do número de visitas e dos materiais. Você sempre recebe o valor antes de confirmar.

Fontes e referências (6)
  1. Resolução CRMV-MG nº 365/2019 (atendimento domiciliar) — CRMV-MG
  2. Resolução CFMV nº 1.690, de 21 de janeiro de 2026 (atendimento médico-veterinário domiciliar) — Conselho Federal de Medicina Veterinária (texto no LegisWeb) (2026-01-21)
  3. Médico-veterinário em casa: até onde vai o atendimento domiciliar? — Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) (2026-08-14)
  4. IRIS Guidelines — Treatment Recommendations for CKD in dogs and cats (2026) — International Renal Interest Society
  5. Guia prático para enfrentamento da esporotricose felina em Minas Gerais — CRMV-MG (Revista V&Z Em Minas nº 137)
  6. PBH oferece tratamento gratuito para esporotricose em gatos — Prefeitura de Belo Horizonte (2025-09-22)

É uma emergência? Não espere pela visita.

Falta de ar, convulsão, atropelamento, sangramento, suspeita de envenenamento ou picada de escorpião pedem um hospital veterinário 24 horas. O atendimento em casa é para consultas agendadas.

O que fazer agora

Agendar curativo ou medicação? Me mande o bairro e o nome do seu pet.

Me mande o nome dele e o seu bairro. Eu respondo com os horários disponíveis e o valor, já com o deslocamento.

Segunda a sábado, das 8h às 20h · CRMV-MG nº 15.794