Cuidado especial
Dermatologia veterinária em casa para cães e gatos em Lagoa Santa e região
Coceira, otite, alergias e micoses avaliadas em casa, com coletas na hora e retornos sem viagem.

Respondo em até 30 minutos no horário de atendimento. Prefere falar direto?
O que está incluído
- Exame completo da pele, dos pelos, das unhas e dos ouvidos
- Coleta de raspado, citologia, tricograma ou cultura na mesma visita, quando indicada
- Plano de tratamento por escrito, com a ordem das etapas
- Orientação de controle de pulgas e carrapatos para todos os pets da casa
- Demonstração de banho terapêutico e de limpeza de ouvido
- Retornos em casa para acompanhar a evolução
Valores
O valor e a taxa de deslocamento do seu bairro são informados antes de você confirmar.
Deslocamento cobrado uma vez por visita, conforme a faixa do bairro.
Ver tabela de preçosComo funciona
- 01
Você me conta o histórico
Pelo WhatsApp: há quanto tempo começou, onde coça e o que já foi usado. Fotos das lesões ajudam a preparar a visita.
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Exame e coletas em casa
Examino pele, pelos e ouvidos com calma e, se precisar, colho raspado, citologia, tricograma ou amostra para cultura.
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Plano por etapas
Explico o que cada achado muda e organizamos a ordem: parasitas, infecções, dieta ou medicação.
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Retornos até a manutenção
Reavalio a pele nas datas combinadas e ajusto o tratamento até a fase de controle.
Quais problemas de pele e ouvido eu atendo em casa?
Pele, pelos e ouvidos costumam ser o primeiro lugar onde um problema aparece. Na visita, atendo principalmente:
- coceira constante ou que volta em certas épocas do ano;
- queda de pelo, falhas, pele escurecida ou mais grossa;
- otites, com cabeça balançando, cheiro forte ou secreção;
- alergias à picada de pulga, ambientais (dermatite atópica) e alimentares;
- micoses, inclusive a esporotricose em gatos;
- feridas que não cicatrizam, crostas e descamação;
- pulgas, carrapatos e sarnas.
Examinar em casa tem uma vantagem prática: vejo onde o pet dorme, por onde anda e com quem convive. Isso ajuda a achar a origem de pulgas, carrapatos e contatos que irritam a pele.
Por que meu cachorro ou gato se coça tanto?
Coceira é sintoma, não diagnóstico. Parasitas, infecções por bactérias ou fungos e alergias são as causas mais comuns, e muitas vezes duas delas aparecem juntas. Por isso a investigação segue uma ordem: descarto pulgas e sarnas, trato as infecções e só então confirmo uma alergia. As diretrizes internacionais sobre dermatite atópica seguem a mesma lógica, com diagnóstico baseado na história, no exame e na exclusão de outras causas parecidas.
Alergia à picada de pulga. O pet alérgico reage à saliva da pulga, e a lambedura constante tira os insetos do corpo. Não ver pulga, portanto, não descarta o problema. No cão, as lesões costumam se concentrar no fim do dorso e perto da base da cauda. Como ovos e larvas ficam no ambiente, o controle vale para todos os cães e gatos da casa, o ano inteiro. E um cuidado importante: nunca use em gato um antipulgas feito para cão, porque alguns princípios ativos são tóxicos para felinos.
Dermatite atópica. É uma doença inflamatória da pele, com predisposição genética, em que o organismo reage a alérgenos do ambiente, como ácaros da poeira. É crônica: o objetivo é controlar a coceira e espaçar as crises, e o plano muda conforme a fase. Os testes de alergia não fecham esse diagnóstico. Eles servem, depois, para escolher os componentes de uma imunoterapia.
Alergia alimentar. A forma confiável de confirmar é a dieta de eliminação: por pelo menos oito semanas, o pet come só o alimento indicado e água, sem petiscos, restos ou remédios com sabor. Se a coceira melhora, a volta controlada da comida antiga confirma o diagnóstico. Rações comuns de “proteína única” nem sempre servem, porque estudos encontraram nelas ingredientes fora do rótulo. Esse teste é feito junto com o cuidado nutricional.
E quando o problema é no ouvido?
Cabeça balançando, orelha coçada o tempo todo, cheiro forte, secreção ou dor ao toque podem indicar otite. Na visita, examino o canal auditivo e colho a secreção para citologia, que mostra se há leveduras ou bactérias e orienta a escolha do remédio.
Otite que volta sempre tem uma causa por trás, muitas vezes uma alergia. Tratar só a infecção alivia por um tempo, mas a inflamação repetida engrossa o canal e deixa o controle cada vez mais difícil. Por isso o tratamento tem duas fases: tirar a crise e depois manter o ouvido estável, com limpeza na frequência certa. Mostro na prática como limpar sem machucar. Em filhotes e gatos, secreção marrom e cerosa pode ser sarna de ouvido, que passa entre os animais da casa.
Micose, esporotricose e leishmaniose: quando a pele pede exames?
Micose (dermatofitose). Causa falhas no pelo, descamação e crostas, e pode passar para outros animais e para pessoas. Em casa, colho pelos e escamas para o exame direto e para a cultura de fungos. O tratamento combina remédio oral e banhos, e a limpeza da casa faz parte dele.
Esporotricose. Em gatos, aparece como nódulos e feridas que não fecham, sobretudo no focinho, nas orelhas, nas patas e na cauda, às vezes com espirros. Em casa, colho material da ferida com swab e lâmina para cultura e citologia, usando luvas e avental. O tratamento é longo, continua por pelo menos um mês depois que as lesões cicatrizam e pede exames de sangue para acompanhar o fígado. Nesse período, o gato fica dentro de casa e é manuseado com luvas. Tem mais detalhes no guia sobre esporotricose na Grande BH.
Leishmaniose. No cão, a pele pode dar os primeiros sinais: descamação que costuma não coçar, feridas, unhas crescendo demais e emagrecimento. Diante dessa suspeita, colho sangue em casa para os exames. A prevenção está no guia de leishmaniose na região.
E os carrapatos?
Carrapato é assunto de pele e também de saúde da família. Em Lagoa Santa, o plano municipal de 2023 apontou a bactéria da febre maculosa em carrapatos da Lagoa Central, e em 2025 houve casos confirmados em cidades da região. Sem alarde, o cuidado é simples:
- carrapaticida em dia, conforme a orientação veterinária;
- inspeção depois de passeios em mato, pasto ou beira de lagoa, sobretudo entre junho e novembro;
- atenção às orelhas, às axilas, à virilha e ao espaço entre os dedos;
- carrapato encontrado sai logo, com pinça ou removedor próprio, sem esmagar e sem álcool ou óleo.
Se alguém da família tiver febre, dor de cabeça ou dor no corpo depois de contato com carrapatos, procure um serviço de saúde e conte sobre esse contato. O passo a passo da prevenção está no guia do carrapato-estrela.
O que eu consigo coletar na sua casa?
Pelas regras do CRMV-MG, coletas feitas sem anestesia ou tranquilizante podem acontecer em domicílio. Na mesma visita, consigo fazer:
- raspado de pele, para procurar ácaros das sarnas;
- citologia com fita adesiva, lâmina ou swab, para ver bactérias, leveduras e células;
- tricograma, o exame dos pelos ao microscópio;
- amostras para cultura de fungos e de esporotricose;
- coleta de sangue, quando a pele sugere uma doença que vai além dela.
A biópsia de pele exige anestesia e, por isso, é feita em clínica ou hospital. O mesmo vale para a limpeza profunda de ouvidos muito inflamados. Nesses casos, encaminho e continuo acompanhando o pet em casa.
Como é o acompanhamento de um tratamento longo?
Muitos problemas de pele pedem mais de uma visita. Nos retornos, comparo a pele com a avaliação anterior, ajusto o tratamento e decido quando passar para a fase de manutenção. Entre uma visita e outra, fotos pelo WhatsApp ajudam a acompanhar a evolução, sem substituir o exame.
Também ensino o que acontece em casa: como dar banho terapêutico respeitando o tempo de contato do produto, como limpar os ouvidos e como dar o remédio ao gato sem briga. Parar antes da hora favorece a volta do problema, então combinamos juntos cada etapa.
Quando o caso não é para casa
- Biópsia de pele e outras coletas que exigem anestesia ou tranquilizante: são feitas em clínica ou hospital (Res. CRMV-MG nº 365/2019).
- Otite com dor intensa ou canal muito inflamado, que precisa de limpeza profunda sob anestesia.
- Feridas extensas acompanhadas de febre, prostração ou falta de apetite: o pet pode precisar de estrutura hospitalar.
- Inchaço súbito no rosto ou dificuldade para respirar após contato com algo: procure um hospital 24 horas.
Importante
O atendimento em dermatologia faz parte da clínica geral de cães e gatos; casos que pedem exames com anestesia ou outra estrutura são encaminhados.
Coletas que exigem anestesia ou tranquilizante, como a biópsia de pele, não são feitas em domicílio (Res. CRMV-MG nº 365/2019).
Doenças crônicas de pele, como a dermatite atópica, são controladas com acompanhamento, e a resposta ao tratamento varia de um animal para outro.
Perguntas frequentes
Meu cachorro se coça o tempo todo. É alergia?
Pode ser, mas não dá para afirmar antes de descartar pulgas, sarnas e infecções, que causam a mesma coceira e muitas vezes aparecem junto. Na visita, examino a pele, colho o que for preciso e monto um plano por etapas. Assim, se for alergia, o diagnóstico fica mais seguro e o tratamento, mais bem direcionado.
Dá para fazer exame de pele sem levar o pet à clínica?
Dá. Raspado de pele, citologia, tricograma e amostras para cultura de fungos são coletados em casa, sem anestesia, e seguem para o laboratório. Só a biópsia, que precisa de anestesia, é feita em clínica ou hospital. Os resultados chegam por mensagem, e eu explico o que cada um muda no tratamento.
Quanto tempo dura a dieta de eliminação?
Pelo menos oito semanas, prazo em que a grande maioria dos cães e gatos com alergia alimentar melhora. Nesse período, o pet come só o alimento indicado e água, sem petiscos nem restos. Se a coceira diminuir, a volta controlada da comida antiga confirma o diagnóstico e mostra o que precisa sair da rotina.
A micose do meu gato pode passar para a família?
Algumas podem. A dermatofitose e a esporotricose passam para pessoas, e a sarna sarcóptica do cão também. Isso não é motivo para afastar o pet: com diagnóstico, tratamento e cuidados simples, como luvas ao manusear e mãos bem lavadas, o risco cai bastante. Se alguém da casa tiver uma lesão na pele, procure um médico e conte sobre o contato.
Posso usar no meu gato o antipulgas do cachorro?
Não. Alguns antiparasitários feitos para cães têm substâncias tóxicas para gatos. Em casa com cães e gatos, cada espécie precisa do produto próprio, e o controle deve incluir todos os animais e o ambiente, onde ficam ovos e larvas. Na visita, reviso o que você usa e monto um esquema seguro para todos.
Otite que sempre volta tem tratamento?
Tem controle. A otite que volta sempre tem uma causa por trás, muitas vezes uma alergia, e tratar só a infecção alivia por pouco tempo. O plano tem uma fase para tirar a crise, guiada pela citologia do ouvido, e outra de manutenção, com limpeza na frequência certa. Ouvidos com dor intensa podem precisar de limpeza sob anestesia, em clínica.
Encontrei um carrapato no meu cachorro. O que eu faço?
Retire logo, com pinça ou removedor próprio, rente à pele, sem esmagar e sem usar álcool ou óleo. Depois, confira se o carrapaticida está em dia e examine orelhas, axilas e dedos. Se o cão ficar apático ou sem apetite nos dias seguintes, peça uma avaliação. Na família, febre depois de contato com carrapatos pede atendimento médico.
Serviços relacionados
Para saber mais



Fontes e referências (17)
- Resolução CRMV-MG nº 365/2019 (atendimento domiciliar) — CRMV-MG
- Canine atopic dermatitis: detailed guidelines for diagnosis and allergen identification (ICADA) — BMC Veterinary Research
- Treatment of canine atopic dermatitis: 2015 updated guidelines (ICADA) — BMC Veterinary Research
- Critically appraised topic on adverse food reactions of companion animals (1): duration of elimination diets — BMC Veterinary Research
- Critically appraised topic on adverse food reactions of companion animals (4): in vivo and in vitro tests — BMC Veterinary Research
- Critically appraised topic on adverse food reactions of companion animals (5): discrepancies between ingredients and labeling — BMC Veterinary Research
- Diagnosis and treatment of dermatophytosis in dogs and cats: WAVD clinical consensus guidelines — Veterinary Dermatology
- Managing recurrent otitis externa in dogs: what have we learned and what can we do better? — Journal of the American Veterinary Medical Association
- ESCCAP Guideline 03: Control of Ectoparasites in Dogs and Cats (7ª edição, 2022) — ESCCAP
- Guia prático para enfrentamento da esporotricose felina em Minas Gerais — CRMV-MG (Revista V&Z Em Minas nº 137)
- PBH oferece tratamento gratuito para esporotricose em gatos — Prefeitura de Belo Horizonte
- LeishVet guidelines for the practical management of canine leishmaniosis — Parasites & Vectors
- Plano Municipal de Enfrentamento à Febre Maculosa — Prefeitura de Lagoa Santa (2023-09-19)
- Prevenção à febre maculosa deve ser intensificada nos períodos mais secos do ano — Secretaria de Estado de Saúde de MG
- Febre maculosa em MG: governo divulga lista de cidades com casos confirmados em 2025 — Itatiaia
- Cidade mineira declara emergência após segunda morte por febre maculosa — Estado de Minas
- Parque do Sumidouro — Minas Gerais Turismo
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